Meu último post foi um video do Clapton com sua 335 e um Fender tweed, e a beleza do timbre para se tocar blues.
Pois bem, hoje trago minha tentativa! É um video gravado por mim, com minha ES-335 Dot, plugada no Fender Blues Junior Tweed. Encontrei um timbre que me agradou bastante, saturado mas com clareza e definição, e que casou bem com a 335.
A guitarra “base” foi gravada na hora, usando o modo loop do Boss DD-20, que consiste em gravar um trecho de até 23 s tocado na hora, e repeti-lo infinitamente. Gravei primeiro um efeito percussivo com as cordas abafadas, depois os acordes, e por fim, soltei o loop e improvisei em cima.
Espero que gostem.
Desejo a todos os leitores do blog um feliz natal!!
Valeu!
A dica de hoje é um video de Eric Clapton, tocando Reconsider Baby.
Gibson ES-335 plugada num Fender tweed saturado. Simplesmente sensacional. A melhor combinação possível para se tocar blues.
Confiram!

Está aí mais um Stone de ES-335!
Essa Dot Reissue sunburst foi usada por Ronnie Wood em 2007 no “Art Wood Tribute”. Linda guitarra, com o tampo em flamed maple. A ausência do pickguard ajuda a evidenciar mais ainda a madeira figurada.
Até mais!
Eu parto do princípio de que todo guitarrista das bandas que eu curto já tocaram numa ES-335. Se eu ainda não vi, é porque ninguem fotografou ou filmou, ou então eu ainda não encontrei.
A teoria vai dando certo, e o fato se repete no post de hoje. Na primeira etapa do blog eu procurei incessantemente uma referência do Keith Richards com uma ES-335 e nada feito. Suas guitarras modelo ES são sempre 345 e, principalmente, 355. Mas agora, insistindo novamente, encontrei uma foto:
Infelizmente, a guitarra não é dele. Na ocasião desta foto, Keith Richards estava dando uma canja com a banda Rockpile, no clube Bottom Line, no ano de 1978. A guitarra é do guitarrista Dave Edmunds, uma ES-335 Dot Neck possivelmente 60-61.
Bom, dele ou não, o importante é ver Keef com uma 335!
Valeu!
Depois de quase 1 mês aqui estou eu de volta.
Vou fazer um mini-review, sem nenhuma preocupação em ser imparcial ou não ser tendencioso. Afinal de contas, eu não conseguiria desabonar essa guitarra em nenhum aspecto.
Brincadeiras à parte, devo dizer que estou espantado com a qualidade no geral. Timbre, acabamento, pegada, conforto, afinação, até o momento não tenho do que reclamar. Mas vamos por partes:
1. Acabamento: Não notei defeitos de acabamento. O verniz está perfeitamente aplicado, bindings sem rebarbas, escala sem defeitos, trastes bem colocados, sem rebarbas. Ressalto que os trastes vieram perfeitamente nivelados e polidos. A pigmentação é muito bonita, um cherry meio translúcido, dando pra ver os veios da madeira.
2. Pegada e conforto. Bom, o formato do corpo das ES-335 me agrada. É grande, mas devido à espessura não me traz nenhum desconforto, seja para tocar sentado ou em pé. O braço é estilo 60’s, com o perfil pouco mais estreito que minha Les Paul. Não me incomoda em nada, é bem confortável e, comparado ao braço da Sheraton, é mais grosso e largo. O balanço da guitarra é adequado, não pende para o headstock. O peso é de 3,700 kg, extremamente confortável.
Os trastes são do padrão 6105, tradicional nas Les Pauls. Fazer bends nessa guitarra é moleza! Como diriam uns amigos, é manteiga! Muito macia, a altura dos trastes associada à maciez da guitarra a deixam perfeita. Uso sempre encordoamentos Ernie Ball 0.010. Poderia usar 11’s tranquilamente.
3. Afinação: Sem problema algum. As tarraxas Grover são impecáveis, não dão margem pra nenhuma reclamação. O nut, apesar de ser de plástico, não compromete. Está bem cortado, com os sulcos bem feitos.
4. Timbre: Aí que complica o meio de campo. Essa guitarra tem uma ressonância incrível. O som desplugado é aberto, rico em harmônicos, com boa projeção. Plugada, o som é mellow, com brilho, graves firmes, rouca nos double-stops.
Feedback sensacional! Com o Classic 30 é fácil deixá-la entrar em feedback. Controlável, mas infinito. Daqueles que deixam todos da banda putos da vida.
Noto diferença dela pra Les Paul quanto à atuação dos potenciômetros, mas é natural a diferença uma vez que modifiquei toda a parte elétrica da minha LP.
Bom, a princípio é isso. Minhas impressões em 1 mês de uso são essas. Podem mudar, podem não. Podem mudar pra melhor, pra pior eu já acho meio difícil.
Seguem umas fotos e um video gravado com ela:








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Valeu!!

Finalmente o dia chegou. Depois de 80 dias de espera, aqui está minha ES-335.
Cherry, Dot Neck, 2009. Estou muito satisfeito com o que vi e ouvi dessa guitarra. Em breve trago mais detalhes dela, inclusive mais fotos e sons.
Obrigado a todos que acompanharam essa saga, principalmente os amigos Tarsio, Fred Cardoso, Cláudio Crotti e Ricardo. E, claro, um agradecimento muito especial à Daíse, que sempre me acompanha nessas loucuras guitarrísticas.
O blog vai continuar. Completamos apenas a primeira parte do “projeto”. Vou manter a busca por informações, fotos e videos bacanas dessa guitarra tão especial.
Agora vou curtir um pouco mais a nova criança!
Até mais!

Bom, deixei para o último dia o cara que mais me influenciou a gostar das ES-335. John Lee Hooker (1917-2001) é, sem dúvida, uma das figuras mais importantes na história do Blues. É muito prazeroso ouvir qualquer som desse cara.
JLH sempre esteve associado às guitarras semi-acústicas, em especial às ES-335 e às Epiphone Sheraton. Ao longo de sua vida, usou diversos exemplares, mas sempre seu timbre esteve lá. Na foto acima temos uma Dot Neck Sunburst, provavelmente da época 58-60.
Bom, espero voltar amanhã com boas notícias e um post mais que especial.
Valeu, e até amanhã!
Ué, tem coisa errada…
Slash não é o cara das Les Paul? E o blog não é sobre ES-335?
Pois é, até Slash tem e usa 335. Evidentemente é um caso bem incomum, mas está aí. A guitarra foi usada na gravação do clipe da músic The Last Fight, do Velvet Revolver. É uma ES-335 Block Neck, Ebony, pós-65 com trapeze tailpiece.
Ainda não acreditam? Então vejam!
Até amanhã!

Marc Ford é, talvez, o cara que mais ouço nos últimos tempos. Da sua fase no Black Crowes até sua carreira solo, passando por Ben Harper, só extraímos bons timbres, arranjos e solos. É um cara que sabe o que está fazendo.
Quanto às suas guitarras, é mais comum vê-lo usando Les Pauls, Teles e Stratos, mas com a ajuda do grande amigo Tarsio conseguimos este momento de ES-335. O que, por sinal, me deixa muito feliz. Apesar da foto não pegar a guitarra inteira, podemos ver que possui características de uma Dot Reissue.
Até amanhã!

Joe Bonamassa é mais um dos grandes guitarristas que apareceram nos últimos anos. Gosto muito do som dele, que começou com um blues mais vigoroso e hoje está bem mais dentro do campo rocker.
O cara tem um arsenal incrível de guitarras, amplificadores e pedais, e faz excelente uso de todo esse recurso. Dentre suas guitarras, uma ES-335 Dot Reissue Natural, com o tampo bem figurado.
Até amanhã!